E lá se foi a semana... fiquei de terça a sexta embarcado! Ia descer na quinta, mas São Pedro resolveu gongar a gente e acabamos ficando até a manhã de sexta. Tá louca, viajar quase uma hora no meio do nada, no breu, na chuva... foi melhor ter ficado mesmo!
Bom, pontos a destacar da viagem:
1) O muco da Ligia super liso. “Alisamento progressivo” disse ela... besuntam o muco com um creme à base de enxofre – usado para vulcanizar borracha! -, colocam a cabeça da buceta numa câmara hiperbárica, detonam duas bombas de nêutrons e colocam a maluca num túnel de vento que dá o formato. Os fios que ficam ficam esticadinhos! Chamam de progressivo porque a biba que faz a escova depois da tentativa de alquimia tem de usar uma escova com um cabo que aumenta progressivamente conforme o detector de radiação vai aumentando os bips – ainda acho que o nome mais adequado seria “alisamento Chernobil”. Mas em suma, ficou super natural, vermelho-curupira, liso... parecia até a peruca que a Desirè, uma drag que eu conheço, usa nos shows...
2) A peregrinação: pegamos o helicóptero num lugar chamado Farol de São Tomé. E tenho certeza que se chama assim que só vendo pra crer que exista um lugar tão longe! Foram 40 min de carro de Rio das Ostras a Mordor, digo, Macaé. De lá até o Farol do discípulo incrédulo foram três (TRÊS!) horas de ônibus com direito a várias paradinhas para catar o povo. Passamos por Judas – que naquele momento já estava com as botas. Há tempos ele já havia voltado e achado as botas onde havia perdido; fizemos aquela mesma curva que o vento faz, rodamos mais uma hora e meia no meio do nada e chegamos ao aeroporto. Do aeroporto à plataforma, uns 40 min de helicóptero (adoro viajar de helicóptero! Me sinto o Magneto! Liiiinda!).
3) Já na plataforma, colocamos os uniformes abóbora. A Ligia parecia uma daquelas abóboras-moranga com uns camarões em cima... e eu com aquela calça laranja-escandalosa-apertada de fazer inveja ao Fred Mercury.
4) O cozinheiro, ou melhor, o “comissário” da plataforma – chique não? – Ele é me-ni-na! Muito engraçado ele xingando uma caixinha de chá que caiu da bandeja que ele carrega: “Ai, viado!”... e nisso chego eu sorrateiramente: “Ooooooooolha...” com o que ela quase pariu uma outra caixinha com o susto! “Ui, nossa... nem vi que você vinha aí...”... ai ai...
5) Seguindo a linha “transviados”, a – seria melhor dizer “o” – recepcionista é mais másculo que muito operador da produção. E outra(o) sócia(o) emérita(o) do clube do Bolinha, a(o) tarefeira(o) – a(o) tia(o) que troca as roupas dos camarotes. Todas másculos!
6) Ainda o muco da Ligia... 4 dias sem lavar! Não sei onde tinha mais óleo, nos oleodutos da produção ou na cabeça dela!
7) Mais muco da maluca: ela fica tentando se iludir de que o muco dela tá liso. Pra mim tá a mesma coisa!
8) Argh! Ozostomia, halitose, mau hálito, bafo! Gente... tinha um grupo de bofes lá pra uma reunião. O grupo tinha umas 15 pessoas... 50% com bafo! Eu imagino o que não foi a discussão numa sala fechada com aquelas hienas! Praticamente um necrotério três dias sem luz... tende piedade!
9) Cansaço...
10) Mas acima de tudo, o sucesso do nosso trabalho! Liiiiiiindas! Te mete!
P.S.: Tinha uns ocós bem! Ô lá em casa! Mas ainda não foi dessa vez que rolou um atendimento básico a bordo... quem sabe numa próxima!?
Escrito por Roger às 19h35
[]
[envie esta mensagem]
|